Seis viaturas e 13 elementos dos bombeiros, INEM e GNR foram, esta quinta-feira, mobilizados para um acidente fictício, em Mesão Frio, que resultou de uma “chamada falsa”, um problema que se repete diariamente e preocupa as autoridades.
Os meios de socorro foram acionados às 15.11 horas pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) para um acidente rodoviário com encarcerados.
Para a aldeia de Oliveira, concelho de Mesão Frio, seguiram a alta velocidade uma ambulância dos bombeiros locais, mais um carro de desencarceramento e o jipe de comando.
Os meios foram reforçados com a equipa médica da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), de Vila Real, e da ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV), de Lamego, e ainda um carro da GNR com dois militares.
Depois de percorreram várias vezes a estrada de Oliveira e o suposto local do acidente, não foi encontrado nada.
“Estas situações preocupam-nos muito até porque se acontece outra situação qualquer ficamos logo descalços e a mobilização para uma segunda ocorrência pode ser complicada”, afirmou à agência Lusa o comandante dos bombeiros de Mesão Frio, Paulo Silva.

O responsável referiu que os meios nestes pequenos quartéis do interior “não abundam”, nem em voluntários nem em viaturas.
Além do mais, acrescentou, até ao local em causa, os bombeiros demoram “cerca de 30 minutos por estradas estreitas e sinuosas”.
“Depois lá, a nossa preocupação é esgotar todas as possibilidades, temos que vasculhar tudo, ver e procurar. Não é chegar e vir embora”, salientou.
Mas esta não é a primeira vez que se verifica uma chamada falsa para uma ocorrência nesta freguesia. A última vez foi, segundo o comandante, no verão e à noite.
As chamadas falsas são situações que ocorrem diariamente e que preocupam as autoridades.

Author Since: Jul 05, 2018

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